
Resident Evil quase teve sangue verde por pedido do PlayStation
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resident: cenário e impactos
Durante uma entrevista, Shuhei Yoshida, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment, revelou uma curiosidade sobre o lançamento do primeiro Resident Evil no PlayStation. A plataforma chegou a pedir que a cor do sangue fosse trocada de vermelho para verde.
Segundo Yoshida, não existia um padrão de classificação etária consolidado para a indústria de games quando o primeiro Resident Evil chegou ao PSX. Diante disso, o PlayStation operava com uma filosofia própria.
O que foi solicitado
Foi dentro dessa lógica que surgiu o pedido à Capcom. A ideia era simples: trocar o sangue vermelho pelo verde eliminaria o conteúdo mais perturbador visualmente, tornando o jogo acessível para um público mais amplo. O problema é que, na prática, o resultado foi o oposto do esperado em termos de qualidade.
O impacto da mudança
Yoshida lembrou que, ao testar a versão com sangue verde, a equipe percebeu que isso comprometia a atmosfera do jogo. "Quando a Capcom fez aquela versão, pensamos: ‘Nossa, isso não tem a atmosfera certa’”, disse ele.
Solução encontrada
Com a versão de sangue verde descartada, o PlayStation buscou uma saída alternativa junto à Capcom. A solução foi colocar um adesivo triangular vermelho na capa para alertar os usuários sobre a presença de violência e cenas grotescas, permitindo o lançamento do jogo com a cor original do sangue.
Reflexão sobre a indústria
Esse episódio ilustra bem o que foi aquela geração de consoles. O salto técnico dos anos 90 permitiu experiências visuais inéditas, enquanto a indústria ainda buscava formas de regular o conteúdo que chegava ao público. O que hoje é resolvido por sistemas de classificação etária bem estabelecidos, como o ESRB nos Estados Unidos, na época dependia de decisões internas das fabricantes de hardware.
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