
The Player Who Can’t Level Up: Uma Promessa que Precisa de Polimento
📅 [DATA] · 🕹️ Roguelite · ⬇️ Impressões
Com mais de 210 milhões de visualizações e 225 episódios, o webtoon The Player Who Can’t Level Up se tornou um verdadeiro fenômeno. A ideia, simples e curiosa, serve como uma excelente base para um jogo roguelite, e era apenas uma questão de tempo até que alguém transformasse essa proposta em realidade.
Desenvolvido pelo estúdio sul-coreano Tripearl Games, o título leva a jornada de Kim Kigyu para o universo dos games no estilo roguelite de ação em 3D. Testamos a demo disponível no Steam e aqui está uma prévia com tudo o que você precisa saber sobre o sistema de combate, progressão e o que esperar do lançamento oficial.
A maldição do nível 1: história e ambientação
Assim como na obra original, o jogo acompanha Kim Kigyu, um “Player” que desperta com uma condição peculiar: ele está preso no Nível 1 por cinco anos. No entanto, ele descobre uma forma única de poder ao aprimorar suas armas, as chamadas Ego Swords.
A experiência começa no Panteão, um hub central que no passado abrigou seres que se declaravam divinos, mas cujas armas nasceram da arrogância. Desse local, o jogador acessa a “Another Tower” para enfrentar batalhas temáticas e descobrir segredos inéditos da narrativa.
Gameplay: parry, ataque e construir builds
Assim como muitos jogos do gênero – e mencionando dois recentes como Saros e Morbid Metal, The Player Who Can’t Level Up segue o estilo de combate clássico: desvie dos oponentes e ataque no momento certo; de volta à base, melhore sua build e parta para a próxima.
O combate é focado em timing e resposta rápida, com um sistema de “parry e atacar”, exigindo que o jogador observe os padrões dos inimigos, que são bem claros no início e durante toda a demo.
O jogo utiliza comandos simples, mas oferece um alto potencial de habilidade com o uso de dashes, barras de energia e ataques especiais.
O desempenho nas batalhas dita as recompensas recebidas. Além disso, há um limite de inventário, o que obriga o jogador a gerenciar poções e equipamentos estrategicamente durante cada run.
Progressão e o sistema de “egos”
Como um bom roguelite, a morte não é o fim, mas um recomeço para ficar mais forte. Aqui não é diferente: vá para o campo de batalha e tente chegar o mais longe que puder. Ao morrer, retorne ao Panteão e atualize suas habilidades para estar mais forte no próximo combate.
The Player Who Can’t Level Up apresenta sistemas de crescimento distintos no Panteão:
- Exalosis: permite subir o nível dos personagens usando moedas de cristal.
- Metanos: um sistema auxiliar de crescimento expandido por meio de moedas de pedra.
- Sigmatron: onde é possível resgatar recompensas ao concluir missões específicas.
- Fragmentos de Ego (Ego Shards): itens como “Predador de Sangue” ou “Técnica de Clone das Sombras” podem ser coletados e combinados para evoluir até o nível 3.
- Bênçãos: durante as fases, o jogador escolhe bônus aleatórios, como aumento de HP, dano ou velocidade de ataque.
Em tradução direta, o título do game é “o jogador que não consegue subir de nível”, e o personagem principal faz jus a esse título. Porém, se ele em si não evolui, o mesmo não se pode dizer das suas habilidades. Aprender os padrões dos inimigos para estar melhor a cada nova run é fundamental.
O que pode melhorar?
A proposta de The Player Who Can’t Level Up é ótima e o sistema de evolução de habilidades funciona de forma interessante. Contudo, a ação e combate têm pontos que requerem polimento.
Um aspecto negativo é a simplicidade dos cenários. Quando passamos da Área 1 para a Área 2 ou 3, a sensação é de que estamos no mesmo lugar, tornando a experiência um pouco monótona, mesmo em uma demo curta.
Outro ponto de atenção é a aparição de inimigos comuns durante lutas contra chefes, o que pode gerar frustração. O aumento da dificuldade muitas vezes se dá apenas com mais inimigos, não com desafios que exigem mais habilidade.
Vale a pena esperar?
A primeira impressão com o game foi boa. Ele encontra diferenciais mesmo em um gênero muito explorado. A premissa de um personagem que não evolui, obrigando o jogador a evoluir no combate, é atrativa.
Porém, o desafio ainda não está à altura. Empilhar inimigos em respawn não é um desafio compatível com a proposta do jogo. A evolução de habilidades do jogador deve ser mais desafiadora e recompensadora.
Em resumo, The Player Who Can’t Level Up promete, mas precisa de ajustes para se destacar no competitivo mundo dos roguelites.
💬 O que você espera deste jogo? Acha que a proposta é inovadora?
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