Nippon Sangoku ganhou um fã ilustre: Hideo Kojima, o lendário criador de Metal Gear Solid e Death Stranding, usou suas redes sociais para elogiar o anime, que até então estava longe dos holofotes da comunidade ocidental. Em uma publicação recente no X, Kojima declarou estar genuinamente sem palavras diante do que assistiu e não foi por falta de experiência com a mídia.
A declaração de Kojima foi direta e carregada de entusiasmo: “Enquanto navegava pelos meus serviços de streaming, acabei vendo o primeiro episódio de um anime que me chamou a atenção. Só havia visto o título antes em alguma das seções de mangá das livrarias. Nippon Sangoku, que anime incrível. Sinceramente estou sem palavras… é tão intenso e potente. Definitivamente vou continuar assistindo… ou talvez eu devesse partir para o mangá em vez disso.”
O anime chama atenção, antes de tudo, pela sua direção artística. Em um mercado saturado de produções que seguem fórmulas visuais bem estabelecidas, Nippon Sangoku adota uma estética que destoa do padrão, com traços que, em alguns momentos, remetem ao estilo mais realista encontrado em quadrinhos americanos.
Mas é a narrativa que prende de verdade. A série se passa em um Japão mergulhado em conflito militar interno, num futuro semi-pós-apocalíptico, e acompanha um protagonista que inicia sua jornada marcado por uma tragédia pessoal de peso. A partir dessa figura central, constrói-se um relato épico com fortes referências a Kingdom: dois jovens com ambições grandiosas se cruzam cedo, e o caminho que percorrem juntos já deixa claro que a série mira em algo muito maior do que a média do gênero.
Com a visibilidade que a declaração de Hideo Kojima deve trazer, Nippon Sangoku dificilmente vai continuar passando despercebido. Para quem ainda não deu uma chance, um único episódio costuma ser suficiente para entender o elogio.
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